Carolina Blanez

Ahhhh a maternidade, momento muito esperado por muitas mulheres e, muitas vezes, muito bem planejado, como foi no meu caso, porém quando enfim se concretiza a notícia “estou grávida”, começa a fase mais imprevisível da vida e vocês entenderão porque digo isso durante o relato, tudo pode ter dois, ou mais, caminhos, nada é padrão e tudo pode acontecer, e assim começaram meus meses de gestante que, apesar do “tudo pode acontecer”, os meus meses foram maravilhosos cheio de saúde e alegria, fiz academia durante toda a gestação e por incrível que pareça meu bebê já tinha uma rotina de brincadeiras e dormidas na barriga que continuou quando nasceu. Num certo momento iniciei meus preparativos para o parto normal com orientação da Jéssica, obstetriz da equipe do Dr. Sasaoka, participei do curso para gestantes na clínica Gesta Itaim, onde, com todas as demonstrações sonhei com o momento de pegar meu bebê no colo, e assim foi passando as semanas, exercícios, epi-no e muito sonho de que tudo acontecesse naturalmente. Enfim ao final da semana 38 meu corpo começou a dar os sinais de que o grande dia estava para chegar, dores no pé da barriga, pressão no assoalho pélvico, e já iniciei meus preparativos com as orientações e cuidados de toda a equipe do Dr. Sasaoka, arrumei as malas e praticamente me mudei para São Paulo, moro em Atibaia, para aguardar a evolução do trabalho de parto. Nesse momento iniciou aquele período que o Dr. tanto fala, a gestação são 8 meses e 1 ano, e assim seguiram duas intermináveis semanas de exercícios intensos, chás, shakes, muitas caminhadas, perda do tampão, dores indo e vindo, inúmeras mensagens com a equipe e nada das contrações efetivas iniciarem, foram inúmeros cardiotoco para acompanhamento e tudo indo bem com o bebê, quase completando 41 semanas decidimos junto com o Dr. Sasaoka iniciar o processo de indução, era um Domingo ensolarado pela manhã e o dia se seguiu com muita alegria em meu coração e tudo planejado para voltarmos ao hospital a noite para dar entrada na internação, e dessa forma aconteceu. Quando fomos fazer o cardiotoco para início do processo ocorreu uma queda no batimento cardíaco do bebê e por cuidado de Deus o Dr. Sasaoka estava ao meu lado nesse momento e quando acabou o exame, junto com o papai, ele nos explicou com todo carinho que não poderíamos mais iniciar a indução, pois o bebê teria que ter uma reserva de oxigênio para os momentos das contrações, que com a indução são mais intensas, e pelo exame mostrava que essa reserva já estava deficitária, nesse momento fiquei sem chão e aconteceu o que expliquei no início quanto ao “tudo pode acontecer” durante uma gestação; mas em nenhum momento o Dr. Sasaoka nos disse vamos para a cesária, ele aguardou assimilarmos toda aquela situação e disse que teríamos duas alternativas, aguardar mais uma noite para tentar que naturalmente meu corpo iniciasse o trabalho de parto ooouuuuu....e assim eu mesma respondi: - Ou irmos para a cesária, se até agora meu corpo não respondeu a nenhum estímulo não será mais esse noite de espera que iniciará o trabalho de parto naturalmente! E assim eu e meu marido respondemos vamos para a cesária que será o melhor para o bebê, nem pensei em nada só queria que meu bebê nascesse bem e saudável, foi toda aquela correria e já fomos para a o centro cirúrgico, lembro da equipe chegando, todos super amorosos, lembro do Dr. Sasaoka segurando minha mão na hora da aplicação da anestesia, lembro do Dr. Bruno (anestesista) o tempo todo perguntando como estava me sentindo, lembro do Emanuel nascendo e já soltando seu choro alto acordando toda a maternidade vindo para os meus braços e lembro do melhor e mais inesquecível momento quando eu senti o cheiro de seu hálito chorando bem pertinho do meu rosto, falo que se Deus tem um cheiro é esse, cheiro de vida cheiro de Deus! Seu nascimento foi um turbilhão de emoções com a mudança de plano inesperada e em pouquíssimo tempo. Os dias se passaram e comecei a sentir meu coração doer por não ter vivido a experiência do parto normal que tanto sonhei, mas junto vem sempre o sentimento de que meu filho está bem e saudável e ajuda essa dor passar, confesso que só consegui fazer esse relato depois de 9 meses (outra gestação rsrsrs) que o Emanuel nasceu, foram meses dessa dor indo e voltando mas agora vendo ele grande, se desenvolvendo muito além da média e feliz, meu coração se enche de alegria e já não importa mais de que forma foi a chegada dele e que valeu a pena cada dia de espera para seu nascimento que, com toda certeza, foi na melhor hora e da forma que tinha que ser pra tudo ficar bem e claro sendo assistida e orientada em cada passo e decisão com muito amor e carinho de toda a equipe do Dr.Sasaoka!

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