Franciele

A primeira coisa que tive que pensar quando descobri que estava grávida, foi a escolha de como seria a chegada da Vitória, "aí veio a pergunta" parto normal ou cesária ? Tive muitas dúvidas e muito medo em qual decisão tomar, mas, com muita pesquisa e principalmente, com a ajuda do meu esposo, o apoio e as orientações do meu obstetra Alexandre e da sua equipe, decidi tentar o Parto Normal, e a partir daí comecei a trabalhar em cima disso, mais psicologicamente do que fisicamente, pois tinha que trabalhar dentro de mim o Medo, medo da tão falada dor. Então comecei a preparar o psicológico: assisti e li alguns documentários, fiz curso de preparação para os pais, fiz pesquisa na internet. Depois preparei o físico: comecei a me exercitar, fiz caminhadas, agachamento e massagens no períneo. Meu esposo sempre me apoiando assim como minha família também, até que chegando a semana 40 do dia 01/04, a ansiedade estava batendo, fiquei com medo, achei que não iria conseguir esperar. Eu orei e pedi paz pra Deus e disse que por mais que eu quisesse que tudo acontecesse da minha forma, ao meu tempo, que ele fizesse a sua vontade. 02/04/17 dia seguinte, o processo maluco e intenso do seu nascimento começou. Era meia noite do domingo quando escutei um "ploc" e dai vi que tinha saído um pouco de líquido, a bolsa tinha rompido, mas eu ainda não acreditava que era o dia! A partir daí começou as contrações, eram suportáveis de 5 em 5 minutos. Fui tomar banho, secar o cabelo e ainda passar uma leve maquiagem. Nesse tempo fui comunicando minha obstetriz Jessica sobre todos os sintomas que ia sentindo, ela muito atenciosa falava pra eu comer algo e se desse, pra tentar dormir um pouco, descansar... que nada, as 5hs da manhã fui para o hospital, lá ela fez um exame de toque e eu ainda estava com 3cm de dilatação. As contrações começaram a ficar fortes e intensas, então fui para o chuveiro, meu esposo com toda a paciência e parceria, começou a jogar água quente nas minhas costas, nossa, como era relaxante e maravilhoso. As 7:30 fiz outro toque e estava com 4cm para minha tristeza, pois as dores estavam cada vez mais insuportáveis. Achei que era frescura gritar durante as contrações, mas hoje falo que não tem nada de frescura, só sei que fui do céu ao inferno em poucos segundos, queria socar a janela que estava a minha frente, pensei em desistir do parto normal e comecei a pedir cesária, pedi muito analgesia também. Chega um momento que você já não sabe mais o que fazer, a dor, a ansiedade é tanta que você grita mesmo. Rs.. As 8:30 "eu acho, não me recordo muito do horário" chega meu obstetra Alexandre, e me transfere para sala de parto. Quando eu entro na sala, parece que me vem uma luz e aquela paz, pois sabia que toda aquela dor e angústia iria acabar, lá estava toda a equipe preparada para iniciarmos o trabalho. Comecei a pedir muito pela analgesia, pois já não estava mais sendo eu. Fizemos mais um exame de toque e já estava com 10cm de dilatação, quanta alegria quando escutei isso, pois minha princesa já estava pronta para nascer. Depois de 45 minutos já estava com ela nos meus braços, foi o momento mais mágico da minha vida. Não foi aquele bicho de sete cabeças que me falaram, foi a melhor escolha que fiz, graças a todo o apoio e incentivo que tive do meu esposo e do meu obstetra Alexandre. Franciele de Andrade

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